Arquivo do mês: maio 2017

A pouco conhecida Laos

Até inventar essa viagem, eu  nem sabia onde ficava Laos no mapa.

Laos é bastante isolado do mundo.  A atividade primária prevalece, sendo o arroz o principal produto de comercialização. Há também o cultivo ilegal de ópio.

Luang Prabang é o principal destino turístico do Laos. O que me levou à cidade, antes de tudo, foi a mundialmente conhecida Ronda das Almas. O ritual que acontece diariamente é de arrepiar.


Todas as manhãs, centenas de monges deixam mais de uma dezena de templos e saem em fila indiana pelas ruas de Luang Prabang para arrecadar doações, principalmente alimentos. O mais incrível é que essa tradição faz parte do cotidiano da cidade e você percebe que a vila toda acorda cedo, se ajoelha nas calçadas no aguardo dos monges em seus trajes típicos. O ritual começa por volta das 6h e dura apenas 15 minutos.

Nosso hotel ficava bem na praça central por onde os monges passam e logo cedo estávamos lá para assistir o ritual. Com a fama que ganhou pelo mundo, a Ronda das Almas acabou virando atração turística. Mas é preciso lembrar, antes de tudo, que esse é um momento religioso, um ritual budista.

Tenha respeito. Mantenha silêncio. Procure manter distância. Não fotografe com flash. Vista-se adequadamente, principalmente mulheres que devem cobrir ombros e joelhos. Jamais toque em um monge.

Nesta mesma rua acontece todas as noites o Night Market, com dezenas de bancas de artesanato e produtos locais. Impossível não se render aos preços baixíssimos. 

Tem barracas de comida por todo lado. Algumas de aspecto bem saboroso, outros nem tanto. A comida sempre tem um ardidinho de pimenta, então, fique atento. A higiene passa longe. Muitos legumes, arroz, frutas e frango. Essa é a base da comisa em quase todo sudeste asiático.

Por conta do feriado do Ano Novo Chinês, a cidade estava lotada. Confesso que choquei com a falta de educação de alguns chineses. Eles não respeitam as regras locais em quase nada. Flashs na cara dos monges, passam na frente, cospem em qualquer lugar e simplesmente não entendem outra língua, nem o inglês mais básico. Talvez seja algum aspecto cultural deles que eu desconheça, mas pareceu falta de educação para os nossos padrões aqui.

Fui numas cachoeiras de água cristalina, chamada Kuang Si Waterfall. Muito lindo o local, acho que vale a pena conhecer. Um taxi ou tuk tuk leva você lá em meia hora mais ou menos e custa pouco.  

Laos tem menos budistas que  Myanmar ( 60%) e templos mais modestos.

Aqui cumprimentam fazendo aquele gesto de gratidão e inclinando a cabeça.

 

 

 

 

 

 

Mas o que mais nos marcou em Laos foi a pior e melhor experiência da viagem quanto a hospedagem. Tínhamos reserva feita pelo booking.com e nunca me aconteceu fazer uma reserva, chegar no hotel e estar “desreservado”. Ficamos em choque, pois a cidade estava lotada por conta do feriado chinês.

Diante do nosso pânico, a moça do hotel conseguiu uma reserva num hotel que ainda não havia sido inaugurado. Não tínhamos opção. Custaria três vezes mais, mesmo com desconto. Fazer o quê? Encarar!

Para nossa surpresa o Hotel Azerai era magnífico. Tudo de primeiríssima qualidade, conforto, café da manhã (pra você ter uma idéia, com queijo brie e presunto parma :)), atendimento, limpeza, localização, tudo sem defeito. 

Confesso que foi o melhor engano que sofremos. Depois da simplicidade  de Myanmar, merecíamos um luxo desse.

Com tudo isso, lição aprendida: confirme sempre pelo site se está tudo OK com sua reserva pelo menos três dias antes da hospedagem.

Próximo destino… Camboja!

Myanmar – Parte 3: Yangon

De Bagan para Yangon, compramos dois dias antes um voo local por USD110. Daqueles escritos a mão e sem assento reservado. O recepcionista do hotel de Bagan mesmo que nos comprou.

Chegamos!

Um trânsito digno de cidade grande pra chegar no hotel (aqui é a maior cidade de Myanmar).

A cidade de dezenas de pagodes dourados, belos parques, luxuosos hotéis e campos de golfe é também das ruas enlameadas, da falta de iluminação pública (em Myanmar há cortes de energia praticamente todo dia) e, claro, como em todo o país, há muita pobreza.

De novo, muitos templos. O mais impressionante deles é sem dúvida o Shwe Dagon. Acredita-se que o templo tenha sido construído há 2.500 anos e lá estariam guardadas as relíquias de quatro Budas, inclusive, oito fios de cabelos que teriam sido doados pelo próprio Buda Siddhartha Gautama. O Shwe Dagon foi construído no alto de uma colina. Sua estupa principal atinge 98 metros de altura e é coberta com milhares de placas de ouro. Em volta da estupa estão 64 pequenos pagodes.

 

Sule pagoda – com o maior Buda deitado do mundo.

Mas o não planejado foi presenciar uma festa…. É Ano Novo Chinês! O ano do Galo!!!!! 

Muita festa e comida na rua. Mas confesso que apesar de ser uma festa bonita, eu não voltaria para lá nessa época… Os chineses estavam em peso por lá devido o feriado e tudo estava lotado e caro.

O hotel, embora mais caro (R$ 291,00 para 2 pessoas por 2 noites), era bem inferior em conforto que o de Bagan. Mas limpo, que é o que importa numa cidade tão sujinha…

 

 

Yangon é mega grande. Todas raças e credos da Ásia convivem aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

Tem um jardim bonito com um restaurante em forma de barco birmanês.

 

Arrasou!

 

Na comida, no ambiente e no atendimento. Foi a refeição mais cara que tivemos, mas valeu muito a pena.

 

Uns R$ 100,00 que incluía apresentação de dança típica e marionetes. Lindo, lindo.

 

 

Tem coisas lindas tb para comprar: peças de laca, tecidos, quadros entalhados na madeira e pedras preciosas.

 

Você precisa levar notas de dólar ou euro muito novas para trocar no aeroporto pelo dinheiro deles. Não aceitam notas amassadas, riscadas e com pequenos rasgos. Não adianta espernear. Não aceitam e pronto. Aliás será assim na maioria dos países. Então, se suas notas são muito antigas, vale a pena trocá-las por novas antes de viajar.

O que não pode faltar em Yangon? Repelente, protetor solar, chapéu e roupa adequada para entrar nos templos são imprescindíveis. Além disso, muita disposição e chinelos para facilitar a entrada nos muitos templos a visitar! Neles você sempre entrará descalço.