Arquivo do mês: junho 2017

Camboja

De Laos para o Camboja tem mais ofertas de voos. Voamos pela Vietnan Airlines de Luang Prabang para Sien Reap (U$164,00).

O Reino do Camboja é um país com uma população de mais de 14 milhões de pessoas. O Camboja é o Estado sucessor do poderoso Império Khmer, que governou a maior parte da península da Indochina, entre os séculos IX e XIV.

O Camboja foi ao inferno e voltou. De 1969 a 1975, sofreu intensos bombardeios dos EUA na tentativa de dizimar os guerrilheiros do Vietcong infiltrados na região da fronteira. O cenário serviu para o fortalecimento do movimento revolucionário comunista Khmer Vermelho que, liderado por Pol Pot, derrubou o governo em 1975, evacuou as cidades e criou uma economia agrária baseada na coletivização da produção. Na prática, tratou-se de uma das maiores carnificinas já vistas, com estimados dois milhões de mortos de uma população de quatro milhões de pessoas.

Esse cenário, felizmente, está enterrado. Reino de contrastes sociais visíveis e de pobreza extrema, o Camboja se abriu recentemente ao turismo e passou a figurar no roteiro dos viajantes no sudeste asiático, com a oferta de paisagens naturais estonteantes, ruínas milenares e um povo que não economiza nos sorrisos e nos bons tratos aos estrangeiros. Do caminho do aeroporto para nosso hotel, vi muitos hoteis de luxo, resorts e não esperava que a cidade estivesse tão grande.

A jóia da coroa são as ruínas de Angkor Wat. Sua grandiosidade e beleza são estonteantes. Por isso só me limitei a conhecer Sien Reap mesmo.

Angkor Wat

Para entrar no complexo você precisa comprar o ingresso, que vale pra 1 , 3, ou 7 dias. Fomos 2 dias.

 

Angkor abrange uma extensão em torno de 200 km². O Complexo de Angkor é formado pelas ruínas do que foi a capital religiosa e administrativa do império Khemer.

 

Visitamos um templo também do complexo dedicado só às mulheres e  entalhado também por elas. Foi o mais ricamente decorado que vimos. Alem do que, estava vazio. A maioria dos turistas visitam os mais famosos.


Andando pela “city”, não temos mais dúvidas: Siem  Reap globalizou de vez. Todas as marcas mundiais, redes de fast food, e quase não se vê mais os costumes tradicionais.

Os monastérios estão em crise de vocações. Os poucos monges que cruzei oferecem alguma bobagem e cobram 1 dólar. Todos com celular!!!!

Lembrem-se que em Laos e Myanmar eles só tem a roupa, chinelo e uma vasilha para receberem o alimento para o dia todo…Não aceitam nada além disso.

Chamou a atenção a quantidade de pedintes, muitos! Inclui crianças de 4-5 anos que ajoelham nos nossos pés pedindo 1 dólar, 1 euro… Também muitos vendedores ambulantes insistentes demais pra minha paciência.

Já era. Nao sei onde isso vai parar, então, bóra entrar no clima cambojano e se misturar aos costumes. Fizemos tatoo de henna, muita massagem e comemos bem.  O tempero do camboja é muito bom!