Arquivo do mês: novembro 2017

Bali – Parte 3

Já estávamos desolados com as chuvas. Isso porque não é época de monções, o que piora muito … mas, finalmente, apresento-lhes o oceano Índico.

Com poucos dias para as praias, visitamos as mais famosas. 

Uluwatu 


Padang Padang (do livro/filme Comer, Rezar e Amar)

Ginger 

Jimbaran entardecendo.

 

 

 

 

 

 

 

Nestas zonas costeiras sempre há uma sinalização de rota de fuga em caso de Tsunami. Difícil imaginar como seria…

Muitas praias são procuradas pelos surfistas.

Voltando para a cidade, o clima é despojado e há muitos turistas circulando. Ficamos num bairro bem famoso, chamado Ubud e nos hospedamos no Hotel Ubud Tropical Garden Suite, confortável e bem localizado, com todas as facilidades por perto. Mas por todo lado há hotéis, restaurantes e estúdios de massagem que valem muito a pena.

Voltei pensando que a Indonésia, por ser muito grande, merece uma viagem só pra ela… 

Namastê Índia!

Nada mais apropriado para começar a escrever sobre a Índia do que a saudação utilizada por eles. Namastê é uma reverência para saudar uma outra pessoa que também é traduzida como “o divino que habita em mim saúda o divino que habita em você”. Uma forma linda de cumprimento, que saúda o divino, o Ser. Mesmo que a saudação pareça se banalizar com o passar dos dias na viagem, a cada gesto, todos são reverenciados e isto é muito bonito.

E foi neste espírito que saudei todas as experiências que tive neste país: Namastê Índia!

Esta não foi das viagens que tradicionalmente faço. Não pensei no roteiro, não fiz buscas por hotéis ou passagens, não verifiquei a melhor época, as recomendações de segurança e… foi muito bom! Escolhi viajar em grupo, neste caso, em um grupo que tem um interesse comum que é se aprofundar nas diferentes culturas do sagrado pelo mundo. Então, nas postagens sobre os locais que visitei na Índia você não vai encontrar dicas de como comprar uma passagem de trem, qual o melhor itinerário para chegar ao Taj Mahal ou qual o valor de um bilhete aéreo interno, tudo isto estava dentro do “pacote” comprado para a viagem (aliás, viagem bem organizada pela Pisa Trekking na parte operacional e, na parte sagrada, de autoconhecimento, pela Claudia Quadros).

Durante um ano este grupo estudou sobre as crenças vigentes na Índia, leu sobre os locais a serem visitados, os livros sagrados, de forma a poder vivenciar a experiência de forma mais consciente da realidade local. A cada dia nos foi proposta uma reflexão e a prática de uma meditação nos lugares sagrados visitados. Mas apesar do propósito pessoal de autoconhecimento, o aspecto cultural que sempre despertou minha curiosidade foi observado durante toda viagem, e é este que vou compartilhar com vocês.

Kit de viagem feito pela Cláudia Quadros com todo o material para as meditações.

Fiz o roteiro de 15 dias, saindo e voltando do Brasil voando Emirates, via Dubai. Chegamos em Delhi e no mesmo dia já fizemos um deslocamento de ônibus para Jaipur, onde de fato iniciou a viagem. De lá fomos para Agra, Khajuraho, Varanasi, Delhi, Rishkesh e, parte do grupo (inclusive eu), voltamos para o Brasil.

A Índia é um país enorme, com diferentes crenças, país de muitos contrastes e também de muita devoção e beleza. Então convido vocês a nas próximas semanas conhecerem um pouco mais destes cenários através do meu olhar, da minha vivência.

 

Bali – Parte 2

Cultura:

Dentre as atrações em Bali vale a pena assistir uma apresentação de teatro com dança onde o tema é uma das lendas desse povo.    

Fomos conferir logo cedo (9:30h) e, resumindo, tem um animal mitológico que representa o espírito do bem e de um monstro que representa o mal e narra a luta eterna entre eles. Uma filha tem que morrer em sacrifício nem sei porquê, mas um deus tem piedade dela e lhe concede a imortalidade (já vi essa história…).  Quando o mal vem lhe matar, acontece uma confusão danada e ninguém morre, e um sacerdote do templo oferece um galo como sacrifício e conclusão: o bem e o mal vão sempre coexistir. Daí a noite e o dia, o branco e o preto, o yin & yang. 

Templos: 

Perguntei para o Sr. Mopeto (motorista e guia de todos os dias) quantos templos tinha aqui. Ele riu e disse: “- se houver 5 milhões de casas aqui, 5 milhões de templos existem além desses grandes que você vê praticamente em cada esquina, pois toda casa tem um templo. Toda loja, todo restaurante, todo hotel, etc.”

Até que o deus no nosso hotel a gente já conhecia: Ganesha, aquele meio homem com cabeça de elefante (meio queridinho entre os deuses hindus. É o deus da sabedoria e da sorte. Não pedi nada pra ele por falta de intimidade. Podia pegar mal).

 

 

Todos os dias o povo faz cestinhas de palha de manhã e a tarde e levam na frente dos templinhos ou na calçada mesmo. Evite pisar. É falta de respeito. Colocam insenso, flores e doces/frutas.

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