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Dicas úteis para viagens.

Myanmar – Parte 1: Mandalay

Myanmar é um lugar distante geograficamente, culturalmente e enigmático, de beleza e povo encantador de tanta simplicidade.  A começar pela forte influência do budismo, religião da grande maioria da população, Myanmar concentra uma enorme quantidade de templos e monastérios budistas. 

É a antiga Birmânia.

De Dubai, fomos para Bangkok e voamos para Mandalay pela Airasia. A cia aérea mais barata, mas nem a água é de graça .

Você precisará de visto – US$50,00 (faz e recebe pela internet em poucos dias, mas tem validade. Tire um mês antes e também já tenha reserva de hotel para preencher os dados.) e…não esqueça o certificado de vacina contra febre amarela!!!

Em Myanmar encontramos uma Ásia com menos influências ocidentais. Homens e mulheres usam longyi, roupa tradicional, saia parecida com uma canga. Calça jeans é coisa rara de se ver. Mulheres e crianças também andam nas ruas com o rosto pintado de tanaka, uma pasta branca a base de sândalo, usada para proteger do sol. Conseguem vender para os turistas afirmando ser anti-rugas. Pronto! Compramos.

Os birmaneses são profundamente religiosos. Em todo o país, há muitos, muitos monges, que são extremamente respeitados.

Como cada local tem sua peculiaridade, então vou dividir as informações das cidades visitadas em três posts.

Na primeira cidade, Mandalay, começamos o dia visitando um monastério.

Praticamente todos os homens passam um período num monastério que pode ser uma semana, alguns anos ou a vida toda.

 

O ideal são três anos. Segundo a tradição, quem tem filho homem deve mandá-lo ainda pequeno para o mosteiro. As crianças aprendem as primeiras lições sobre budismo e sobre a vida dos monges. Meninas também podem ir para o monastério, mas é menos frequente.

Lá nos sentimos seguros e em paz.

Os birmaneses comem o dia inteiro (amei!). Em todos os lugares você encontra barraquinhas de comida e um grupo deles sentados fazendo uma boquinha. Devido a característica bem rural, a base da comida leva muito arroz e legumes.

Mas não espere muita conversa com os locais, pois o inglês é sofrível e eles se abriram ao turismo há dez anos aproximadamente. As crianças, principalmente, tem muita curiosidade nos turistas. Adoram tirar fotos com os visitantes.

Hospedamo-nos num hotel que custou US$63,00 para duas pessoas por 2 noites. ( Hotel 8- esse é o nome).

Fechamos um dia de passeio de van por 18U$ e passamos o dia visitando templos.

O passeio termina em Amarapura que é hoje um distrito de Mandalay. Abriga a maior ponte de madeira do mundo, a U Bein Bridge, por onde milhares de birmaneses passam todos os dias. É um lugar especial para assistir ao pôr do sol.

Nos outros dias, visitamos outros locais interessantes tais como o Kuthodaw Pagoda, o maior livro do mundo. Ensinamentos budistas foram entalhados em 729 lajes de mármore de 1,52m de altura e 1 de largura nas duas faces. Cada laje é uma página do livro.

A Colina de Mandalay se destaca no horizonte plano e é dela que a cidade herdou seu nome. De praticamente qualquer lugar, podemos avistá-la coberta de vegetação entremeada por pagodas e mosteiros. Local de peregrinação budista, lá em cima fica a Sutaungpyei Pagoda, um complexo de estupas, templo e altares em mosaicos coloridos e espelhados.

Este é o melhor ponto para apreciar a vista panorâmica 360º da cidade e lota durante o pôr do sol. Preferimos ir bem cedo e quase não tinha ninguém lá.

Trânsito birmanês

Como ex-colônia britânica, o país seguia a mão inglesa nas ruas e os carros eram todos feitos para serem dirigidos assim. Mas, durante a década de 70, o governo resolveu mudar isso. Deu para visualizar a confusão, né?

Para atravessar as ruas eu costumava falar pra turma: segura na mão do Buda e vai!

Tem carros dos dois jeitos e não há ordem nenhuma nas ruas. Andamos de táxi. A quantidade de gente pendurada nos ônibus assustou.

Três dias corridos em Mandalay foram suficientes.

Próxima parada: Bagan. Aguardem o próximo post! 😉

 

 

 

 

 

 

Pra onde vou???

O ano de 2017 promete! Férias, verão, muuuiiiiitos feriados e aí vem a pergunta: pra onde vou?

Nem sempre definir um destino ou roteiro é uma decisão fácil. Então sugiro abaixo algumas etapas para lhe ajudar nesta tarefa:

– Defina o tempo que você tem disponível para a viagem. Afinal, não adianta ter uma semana de férias e querer conhecer 4 países, certo? Ok, pode até ser…Viaja-se muito, mas se conhece e desfruta pouco o destino. Não é uma opção que eu recomende.

– Quais são os lugares que sonho conhecer ou quero estar? Com as opções em mãos, avalie qual delas permitirá melhor aproveitamento considerando o tempo que você tem disponível.

– Qual o meu objetivo estes dias? Descansar? Estar em contato com a natureza? Conhecer uma nova cultura? Romance? Diversão? Dependendo do objetivo é possível reduzir bastante o número de opções.

– Vou sozinha(o) ou acompanhada(o)? Se for acompanhada é importante levar em conta o interesse, a faixa etária e disposição física dos demais viajantes, pois em muitos casos caminha-se muito e os deslocamentos podem se tornar muito cansativos. Conhecendo o perfil dos viajantes antecipadamente, é possível escolher e delimitar melhor o roteiro e assim aproveitar mais a viagem.

E…, quanto tenho de dinheiro disponível por dia para esta viagem? Esta é sempre uma questão chave e que pode ser a primeira ou última no planejamento. Há quem prefira já pensar o destino considerando o quanto tem disponível, enquanto outros definem o destino e buscam nele opções que se encaixem no seu orçamento. Qual o melhor? Todos! Pessoalmente acho mais desafiador escolher o destino e depois encontrar opções dentro do orçamento que viabilizem conhecê-lo. Mas se este é o lugar dos seus sonhos, você vai ficar feliz mesmo com acomodações e refeições mais simples, certo?

Para ajudar nesta tarefa, existem sites como o Quanto Custa Viajar ou o Numbeo que apresentam uma média de custos por dia ou o custo de vida em diferentes cidades e países pelo mundo. Estas referências podem ser um bom filtro para ajudar a definir o destino. Então agora é pesquisar, fazer o planejamento e… boa viagem!

 

Para viajar em paz!

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Quando viajamos tudo o que NÃO queremos é problema, certo? 

Algumas medidas antes da viagem podem te dar tranquilidade e evitar problemas ou minimizar adversidades que possam se apresentar. Mesmo viajantes experientes podem se estressar por não cumprirem esta rotina básica antes da viagem.

A primeira coisa, se for fazer uma viagem internacional, é verificar se precisa do passaporte ou se somente o documento de identidade é aceito (com o é o caso de países na América do Sul com Argentina, Uruguai, Chile, etc. ). Se o documento é aceito, você pode escolher se quer viajar com ele ou com o seu passaporte. Se for utilizar o passaporte, verifique a validade. Alguns países não permitem que você entre se o seu passaporte tiver validade inferior a 6 meses. Se este for o seu caso, pesquise se o país a que se destina tem esta exigência ou consulte o seu agente de viagens. Se ele não for aceito, foque em obter um novo. Maiores detalhes e informações podem ser obtidas no site da Polícia Federal. Em casos específicos você pode solicitar um passaporte de emergência.

Documento para viajar ok, destino definido? Este é o momento de checar se o país a ser visitado exige visto de entrada ou não. Lembre-se que se for a trabalho ou a um congresso, nos Estados Unidos por exemplo, eles vão lhe pedir não o visto de turista, mas o visto de negócios. Então, conforme o propósito da viagem e o destino, é necessário verificar as exigências e providenciar os documentos. Em alguns casos esta é uma etapa que leva tempo e por isto deve ser iniciada logo que o destino é definido. Informações devem ser solicitadas aos Consulados e Embaixadas do país a ser visitado. No site do Ministério das Relações Exteriores existe uma lista de todos que possuem representação no Brasil.

Visto ok, mas será que o país também exige alguma vacina específica? Aproveite e também já se certifique. Nesta página da ANVISA é possível pesquisar.

Seguro Viagem também é uma exigência em alguns países. Se você comprou sua passagem com o cartão de crédito, verifique se ele lhe disponibiliza o seguro. Se sim, entre no site do cartão e imprima o documento pois ele pode ser solicitado na imigração. Tem um problema de saúde mais sério? Considere além do seguro do cartão ter um seguro viagem que seja fácil de acionar lá fora. Este é um investimento em tranquilidade, pois alguns seguros via cartão podem ter cobertura reduzida. Informe-se antes de viajar.

Tudo certo? Lembre de levar um cópia do passaporte e da apólice do seguro dentro de cada mala. Além disso, recomendo sempre levar uma certidão de nascimento autenticada que ajuda na obtenção de um novo passaporte no caso da perda ou extravio. Leve sempre anotado os dados do Consulado Brasileiro no país a ser visitado. Em todos há um telefone para emergências. Neste link é possível acessar as informações.

Use a tecnologia a seu favor! Encaminhe sua apólice de seguro a um familiar que possa acionar o mesmo ou lhe retransmitir caso tenha problemas. Salvar na nuvem é uma opção hoje em dia desde que se tenha conexão. Daí uma imagem pode lhe ajudar. Fotografe as informações relevantes dos seus documentos (passaporte, número da apólice e telefone do seguro, localizador aéreo, endereço dos hotéis). Isto pode facilitar sua vida em caso de perda dos papéis.

E fotografe também sua mala antes de despachar! Em caso de extravio ou dano, vai ser muito mais fácil preencher o formulário se você tiver uma referência. Experiência própria…

sky-1134880_1920Agora é só embarcar e aproveitar!

Boa viagem!

Imagens: Pixabay –  Creative Commons CC0

Milhas, vale a pena juntar?

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Sim, vale a pena!

Há muitos anos viajo pelo menos uma vez por ano com milhas. Pode ser nas férias, para visitar a família, para um evento especial ou a trabalho. O importante é não perder de vista esta possibilidade e aproveitar ao máximo os benefícios que ela pode trazer.

Muitas pessoas não voam com frequência e se perguntam como juntar milhas. Sem ser voando, a forma mais comum de acumular milhas é utilizando um cartão de crédito que dê pontos conversíveis em benefícios, entre eles, as milhas. Além do cartão de crédito, compras em certas lojas on-line, avaliações de serviços, lista de presente, aderindo a um clube de milhas, compra direta e transferências são outras possibilidades. 

Abaixo falo um pouco sobre cada uma delas.

Cartões de  Crédito:

a) se você já tem um cartão de crédito, verifique se ele acumula pontos que podem ser trocados por benefícios (incluindo milhas). Se não, vale a pena avaliar o custo de ter um que tenha esta possibilidade; e,

b) se você não tem, considere escolher um conforme as suas possibilidade (afinal, anuidade e taxas variam), mas que lhe dê pontuação. 

Neste caso, quanto mais se gasta no cartão, mais pontos se obtém e estes pontos podem ser direcionados especificamente para um programa de milhagem ou não.  Para quem voa pouco e também usa pouco o cartão, acho que concentrar tudo em um único programa ajuda acumular pontos mais rapidamente. Porém, se você viaja com frequência utilizando diferentes companhias aéreas e se movimenta bastante o cartão, pessoalmente, acho melhor ter pontos do banco. Em alguns casos eles tem uma validade maior (ou não expiram) e dão flexibilidade para utiliza-los conforme a conveniência de cada um e as promoções de cada programa.

Compras em certas lojas on-line:

Compra de produtos e/ou serviços on-line podem gerar uma quantidade de pontos interessante. Cada programa tem seus parceiros e o critério de pontuação varia de loja para loja. Vai comprar algo on-line? Verifique se a loja que deseja realizar a compra está entre estes parceiros e acesse a loja através do link dentro da página do programa de milhagem. A lista de parceiros é longa em alguns casos, mas vale a pena conferir. Ao realizar compras desta forma e se optar pelo pagamento com cartão de crédito, você acumula pontos (e consequentemente milhas) de duas maneiras.  😉 

Avaliações de serviços

O site Trip Advisor permite que você se cadastre e lhe dá pontos em um programa de milhagem de acordo com as avaliações efetuadas. Não são muitos, mas se você tem o hábito de fazer tais avaliações, por que não juntar alguns pontos?

Lista de presente

O Smiles lançou o Gift Smiles. Neste programa você cria sua viagem e pede milhas para seus amigos e familiares. Seu aniversário está chegando e quer uma viagem de férias? Talvez seja uma boa opção de presente.

Adesão a um clube de milhas

Mais de um programa de milhagem oferecem este tipo de produto atualmente. Neles, você opta por pagar mensalmente um valor e recebe por ele um número de milhas e benefícios especiais como disponibilidade das ofertas com antecedência, valores de milhas diferenciados em certos voos, possibilidade de reserva, entre outros. Se viajar é uma questão importante para você, considere um destes programas. Os valores são variados, mas existem opções acessíveis. Desta maneira, o dinheiro que facilmente você gastaria em um lanche pode ser destinado a este propósito e o valor pago por milha recebida acaba sendo menor do que se você fosse compra-las. Como é pago no cartão, você acumula aqui duas vezes também.

Compra e transferência de milhas

Praticamente todos os programas permitem a compra ou a transferência de milhas pagando valores variados por lotes de 1000 milhas. Além disso, são várias as promoções oferecidas pelas empresas. Tem milhas a vencer e não vai usar? Pergunte a um parente ou amigo se ele se interessa em recebê-las. Às vezes a transferência dá pontos a quem recebe e a quem transfere e os valores pagos podem ser mais interessantes do que a compra direta das milhas.

Mas para ter estes benefícios é preciso se cadastrar antes nos programas de milhagem. Qual? Eu recomendaria todos das companhias nacionais, já que elas são parceiras ou fazem partes de programas que incluem as principais companhias para viajar pelo mundo.

Você tem conhecimento de outras maneiras de acumular milhas? Compartilhe conosco!

 

Com que mala eu vou? A média!

 

Em viagem, o que levamos e como levamos pode ter impacto diário na jornada. Quantas vezes vamos e voltamos e nos damos conta que não usamos nem metade do que foi levado? Por isto resolvi escrever sobre o tamanho da mala.

Selo Utilidades

Seja a passeio ou a trabalho, seja para uma semana ou 20 dias, verão ou inverno, uma mala média é suficiente para você levar o que precisa sem ter problemas. Claro que este post não é para quem vai fazer uma mudança ou uma viagem especificamente de compras, nem para aqueles que são MUITO minimalistas e só viajam com a bagagem de mão. Enfim, escrevo pensando na maioria das viagens e passageiros, ok?

Então, aí vão as minhas “6 razões para viajar só com uma mala média”:

  1. Ocupa menos espaço. Isto faz diferença, por exemplo, quando você viaja sozinho(a) e vai ao banheiro (pois ela tem que entrar contigo) ou viaja com mais pessoas e aluga um carro (afinal, tem que caber a bagagem de todos no carro, certo?)

  2. Limita o volume e ajuda a controlar o peso da bagagem. Quanto maior a mala, maior também a possibilidade de ultrapassar o limite de bagagem. Se você vai viajar de um país para o outro dentro do mesmo continente, a franquia costuma ser menor do que nos voos intercontinentais. Uma mala média acomoda bem 23 kg e, caso o seu bilhete permita uma franquia maior, dependendo do peso dos pertences, também comporta os 32 kg.

  3. Te ajuda na organização durante a viagem. Com espaço limitado é necessário pensar e planejar o que vai levar de forma mais consciente e menos impulsiva. Isto facilita que itens importantes não sejam esquecidos e agilizam a decisão do que usar durante a viagem já que as opções são reduzidas e foram pensadas antecipadamente;

  4. Te dar maior liberdade. Você pode ir e vir a qualquer hora e para qualquer lugar uma vez que você consegue carregar sua bagagem sem auxílio de ninguém.

  5. É mais seguro. É mais fácil achar locais apropriados (e visíveis) para acomodá-la durante a viagem em certos meios de transportes, como trens;

  6. Poupa a sua saúde. Afinal, quando você se deparar com aquela escadaria não prevista no meio do caminho, sua coluna vai agradecer por você ter menos peso para carregar minimizando o risco de lesões que podem estragar toda viagem.

Junto com a bagagem de mão, a mala média pode te levar por todo mundo. Invista em uma de boa qualidade e boa viagem!