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Agra e o Taj Mahal

O encontro com o Taj Mahal é um dos momentos de maior expectativa para quem visita Agra na Índia. Uma das sete Maravilhas do Mundo Moderno, este mausoléu exerce um fascínio, seja pela arquitetura ou pela história de amor que representa, que justifica estar às 5:30 da manhã na sua porta para poder visitá-lo com menos concorrência.

E a primeira visão é impactante. Um ohhhh sai da boca espontaneamente. Sua fachada branca imponente contrastando com a escuridão do portal de entrada ao amanhecer… LINDO!

Taj Mahal ao amanhecer

Ele foi construído em memória da segunda esposa do  imperador Shah Jahan, sua preferida, chamada por ele de Mumtaz Mahal (a Jóia do Palácio) e que faleceu ao dar a luz ao seu 14o filho, em 1630.

A imponência e suntuosidade da construção em mármore branco e detalhes incrustrados chama atenção à distância e se destaca na Detalhe das inscrições na porta principal do Taj Mahalpaisagem. Tanta grandiosidade faz pensar na complexidade e investimento (humano e de dinheiro) feitos para a realização deste projeto. Não só o prédio principal com seus minaretes, mas todo o conjunto dos jardins, mesquita e outros edifícios formam um complexo impressionante, digno de uma das maravilhas do mundo moderno.

Nascer do sol em atrás de um dos minaretes do Taj Mahal

Ter a oportunidade de caminhar por este local com o sol nascendo foi de fato especial. Diferentes cores e nuances que só realçaram a beleza dos detalhes desta obra de arte. Além disso, menos turistas que outros horários. Fica a dica!

Forte de Agra

Também chamado de Forte Vermelho de Agra por conta da cor externa, este forte da época do Império Mongol é considerado um dos mais importantes da Índia. Patrimônio Mundial da Humanidade é uma preciosidade que vale muito a visita.

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Jaipur, a “Cidade Rosa”

Jaipur, "Cidade Rosa"

Jaipur foi nossa primeira parada e é também conhecida como “Cidade Rosa” pela cor das fachadas que ainda pode ser vista em parte da cidade, pintada para a visita do príncipe de Gales em 1876. É a capital do estado do Rajastão e a 10maior cidade da Índia. Em uma volta pela cidade é possível observar a estrutura e a marcante arquitetura local.

Templo Galta Ji ou Monkey Palace

Pinturas Templo Galta Ji

Templo de peregrinação Hindu que preserva pouco das pinturas originais, feitas com técnicas milenares esquecidas com o tempo.

Suas construções são belas e mesclam-se com as pedras da encosta. O complexo possui vários templos e você pode circular por todos eles. Mas lembre-se que, quando estiver para entrar no templo, você deve sempre retirar os sapatos.

O local é conhecido também como Monkey Palace, pois os macacos estão por toda a parte e parecem, de fato, os “reis” do local. Circulam livremente, tomam banho na piscina e são tratados com respeito por todos. Pessoalmente, tenho certa desconfiança deles e prefiro observá-los de longe. Mas é impossível andar por lá e não cruzar com um comendo alguma coisa nas escadas.

É um local de paz, silencioso, e é bonito ver jovens monges ali dedicados ao estudo e a vida espiritual.

Chama atenção a sujeira pelos caminhos. Dos sítios visitados foi o que mais me impactou pela quantidade de lixo no local. Talvez não exista verba ou pessoas suficientes para a manutenção o que é uma lástima, pois o local é belo e vale a visita.

Forte Amber

Outra atração imperdível em Jaipur. Para chegar até ele vivenciamos uma das experiências mais inusitadas no trânsito.  

Foto Lena Geise

Compartilhar a via com elefantes e dromedários além dos tuk-tuk, bicicletas, charretes, carros, etc foi um exercício de paciência e uma demonstração da tolerância que existe entre todos. Apesar do trânsito caótico, não percebi nos locais nenhum estresse. Já se fosse por aqui..

Para se chegar ao Forte você pode ir a pé, de jipe ou elefante. Fomos no jipe (já que ir em elefantes é contra nossos princípios) por caminhos estreitos e confusos. Uma aventura. Quando o trânsito parava por alguma razão o motorista abandonava o carro e ía ver o que se passava. Tranquilo, simplesmente saía e nós ficávamos lá, esperando. Talvez por algum motivo especial (com tantas paradas) o percurso este dia tenha sido mais demorado do que outros, mas gastamos mais de 1(uma) hora para chegar da base até lá.

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Índia pela janela

De uma rápida parada em Delhi para almoço, partimos de ônibus para Jaipur, capital do estado do Rajastão.  A viagem foi tranquila e, mesmo depois de tantas horas de voo, foi um prazer sentar e observar a Índia pela janela, ver um pouco da vida cotidiana. A curiosidade e empolgação eram maiores que o cansaço.  

Pelo caminho a paisagem era mais árida e as primeiras coisas que me chamaram a atenção pela janela foram:

 

 

 

 

 

 

1) Como as mulheres andavam de moto vestindo o sari e que havia motos que levavam famílias inteiras (4 pessoas) em cima delas!

 

2) O trânsito confuso. Andando pela India você vê que as vias são compartilhadas por todo tipo de transporte: ônibus, moto, tuk tuk, carros, bicicleta transportando pessoas, bicicleta transportando carga, dromedários, elefantes (sim, em alguns lugares), além das vacas. A mão inglesa é algo diferente, mas em alguns momentos nenhuma regra de trânsito é clara… As pessoas retornam onde querem, param o trânsito e… buzinam! Mas a buzina não é usada como reclamação ou protesto, apenas como alerta para quem está no caminho.

Foto de Lena Geise

3) A quantidade de lixo não perecível pelo caminho. Segundo o guia, há alguns anos este problema não existia, mas agora é muito evidente: copos de plástico, garrafas pet, sacolas, sapatos, roupas, etc… tudo pode ser visto pelo caminho.

A temperatura no final de setembro nesta região era bem quente (em torno de 32 graus) e o sol nos acompanhou por toda a viagem. Então, protetor solar, óculos de sol e roupas frescas são muito importantes para uma viagem confortável por lá.

Chegamos em Jaipur depois de mais de 5 horas de viagem, já à noite, e nos hospedamos no Holiday Inn mais central. Mas Jaipur é o tema do próximo post. Até lá!

Namastê Índia!

Nada mais apropriado para começar a escrever sobre a Índia do que a saudação utilizada por eles. Namastê é uma reverência para saudar uma outra pessoa que também é traduzida como “o divino que habita em mim saúda o divino que habita em você”. Uma forma linda de cumprimento, que saúda o divino, o Ser. Mesmo que a saudação pareça se banalizar com o passar dos dias na viagem, a cada gesto, todos são reverenciados e isto é muito bonito.

E foi neste espírito que saudei todas as experiências que tive neste país: Namastê Índia!

Esta não foi das viagens que tradicionalmente faço. Não pensei no roteiro, não fiz buscas por hotéis ou passagens, não verifiquei a melhor época, as recomendações de segurança e… foi muito bom! Escolhi viajar em grupo, neste caso, em um grupo que tem um interesse comum que é se aprofundar nas diferentes culturas do sagrado pelo mundo. Então, nas postagens sobre os locais que visitei na Índia você não vai encontrar dicas de como comprar uma passagem de trem, qual o melhor itinerário para chegar ao Taj Mahal ou qual o valor de um bilhete aéreo interno, tudo isto estava dentro do “pacote” comprado para a viagem (aliás, viagem bem organizada pela Pisa Trekking na parte operacional e, na parte sagrada, de autoconhecimento, pela Claudia Quadros).

Durante um ano este grupo estudou sobre as crenças vigentes na Índia, leu sobre os locais a serem visitados, os livros sagrados, de forma a poder vivenciar a experiência de forma mais consciente da realidade local. A cada dia nos foi proposta uma reflexão e a prática de uma meditação nos lugares sagrados visitados. Mas apesar do propósito pessoal de autoconhecimento, o aspecto cultural que sempre despertou minha curiosidade foi observado durante toda viagem, e é este que vou compartilhar com vocês.

Kit de viagem feito pela Cláudia Quadros com todo o material para as meditações.

Fiz o roteiro de 15 dias, saindo e voltando do Brasil voando Emirates, via Dubai. Chegamos em Delhi e no mesmo dia já fizemos um deslocamento de ônibus para Jaipur, onde de fato iniciou a viagem. De lá fomos para Agra, Khajuraho, Varanasi, Delhi, Rishkesh e, parte do grupo (inclusive eu), voltamos para o Brasil.

A Índia é um país enorme, com diferentes crenças, país de muitos contrastes e também de muita devoção e beleza. Então convido vocês a nas próximas semanas conhecerem um pouco mais destes cenários através do meu olhar, da minha vivência.