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Myanmar – Parte 3: Yangon

De Bagan para Yangon, compramos dois dias antes um voo local por USD110. Daqueles escritos a mão e sem assento reservado. O recepcionista do hotel de Bagan mesmo que nos comprou.

Chegamos!

Um trânsito digno de cidade grande pra chegar no hotel (aqui é a maior cidade de Myanmar).

A cidade de dezenas de pagodes dourados, belos parques, luxuosos hotéis e campos de golfe é também das ruas enlameadas, da falta de iluminação pública (em Myanmar há cortes de energia praticamente todo dia) e, claro, como em todo o país, há muita pobreza.

De novo, muitos templos. O mais impressionante deles é sem dúvida o Shwe Dagon. Acredita-se que o templo tenha sido construído há 2.500 anos e lá estariam guardadas as relíquias de quatro Budas, inclusive, oito fios de cabelos que teriam sido doados pelo próprio Buda Siddhartha Gautama. O Shwe Dagon foi construído no alto de uma colina. Sua estupa principal atinge 98 metros de altura e é coberta com milhares de placas de ouro. Em volta da estupa estão 64 pequenos pagodes.

 

Sule pagoda – com o maior Buda deitado do mundo.

Mas o não planejado foi presenciar uma festa…. É Ano Novo Chinês! O ano do Galo!!!!! 

Muita festa e comida na rua. Mas confesso que apesar de ser uma festa bonita, eu não voltaria para lá nessa época… Os chineses estavam em peso por lá devido o feriado e tudo estava lotado e caro.

O hotel, embora mais caro (R$ 291,00 para 2 pessoas por 2 noites), era bem inferior em conforto que o de Bagan. Mas limpo, que é o que importa numa cidade tão sujinha…

 

 

Yangon é mega grande. Todas raças e credos da Ásia convivem aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

Tem um jardim bonito com um restaurante em forma de barco birmanês.

 

Arrasou!

 

Na comida, no ambiente e no atendimento. Foi a refeição mais cara que tivemos, mas valeu muito a pena.

 

Uns R$ 100,00 que incluía apresentação de dança típica e marionetes. Lindo, lindo.

 

 

Tem coisas lindas tb para comprar: peças de laca, tecidos, quadros entalhados na madeira e pedras preciosas.

 

Você precisa levar notas de dólar ou euro muito novas para trocar no aeroporto pelo dinheiro deles. Não aceitam notas amassadas, riscadas e com pequenos rasgos. Não adianta espernear. Não aceitam e pronto. Aliás será assim na maioria dos países. Então, se suas notas são muito antigas, vale a pena trocá-las por novas antes de viajar.

O que não pode faltar em Yangon? Repelente, protetor solar, chapéu e roupa adequada para entrar nos templos são imprescindíveis. Além disso, muita disposição e chinelos para facilitar a entrada nos muitos templos a visitar! Neles você sempre entrará descalço.

Myanmar – Parte 2: Bagan

De Mandalay para Bagan fomos de micro-ônibus. Melhor custo benefício, visto que você pode ir para lá de avião por 120U$ (descartado). Outra opção é ir de caminhãozinho por 2U$ (suspeito), mas preferimos reservar um micro-ônibus com assento marcado por 10U$ (achamos razoável).

No caminho, que levou quase 5 horas, apreciamos paisagens deslumbrantes da natureza e tambem a miséria do país. O banheiro da parada é de chorar. Sugiro levar lenços umedecidos e algo para comer no caminho.

O bus nos deixou no hotel Sky View Hotel, muito agradável com terraço para apreciar o nascer e por do sol. Lá mesmo contratamos os táxis para nos levar aos templos. Levavam e passavam o dia conosco. O preço do hotel para duas pessoas por duas noites foi US$65,00.


Fiquei apaixonada por Bagan, uma cidade que tem cerca de 2-3 mil templos.

Obviamente você já deve ter percebido que é impossível ver todos os templos. Mas há sim, entre os turistas, alguns mais famosos e eles são o Ananda, o  Shwesandaw e o Schwezigon.

Ah, você precisa pagar US$25,00 para entrar em Bagan. Estudantes pagam US$15,00.

Guarde o ticket pois servirá para visitar quase tudo na cidade. Você terá que mostrá-lo na entrada dos templos.

A pimenta já começa a aparecer na comida com mais intensidade, pra meu desespero, pois se peço sem pimenta e cuspo fogo, nem imagino o que é “bem apimentado”. A comida é barata. Não arriscamos comer nas barraquinhas de rua pois a higiene é precária (por enquanto… até chegar em Yangon).

Em Bagan, uma atividade que os turistas adoram é colar folhas de ouro em estátuas de Buda. Essas folhas são coladas não apenas nos Budas, mas também em telhados e colunas das pagodas ou usadas como decoração em móveis de laca e até mesmo na “maquiagem” das mulheres, junto com a Tanaka.

 

Visitamos um templo há cerca de 50km até um tal Monte Popa. Lugar muuuito sagrado e de peregrinação  para os budistas visto que tinha muita gente lá e a maioria eram locais. Dizem que lá moram 37 espíritos de sabedoria.

Pra chegar no templo foram 777 degraus. De quem foi a ideia de fazer um templo nas nuvens?

No topo do Monte Popa, a primeira imagem que a gente tem deste lugar sagrado é uma estupa com imagens de Buda. Buda divide o espaço de honra com figuras de outras religiões. Embora quase todo o país seja budista, qualquer religião é respeitada.

 

 

Buda ensinou que “a tolerância é a mais difícil das disciplinas”. E o povo de Myanmar acredita e tenta viver assim.

 

 

Macacos no templo: essas criaturas não são de Deus! Eles se posicionam na sua frente “intimando” por comida.

 

Pisque e eles estarão abrindo sua bolsa, puxando sua saia, e nem pense em espantá-los. Os locais vão gritar com você e eles não tem medo. Avançam. E brigam feito loucos. Roubam a comida uns dos outros. Me senti ameaçada e assediada. Fiquei com a impressão que os tais 37 espíritos habitam neles.

Em Bagan tem passeio de balão que sobrevoa os templos. É caro. Pra você ter idéia, voei de balão na Capadócia e me custou aproximadamente US$120,00. Em Bagan custava quase US$300,00. Não tive coragem de pagar. Mas se o orçamento não estiver apertado, voe!

Bagan é imperdível! 

  

 

Myanmar – Parte 1: Mandalay

Myanmar é um lugar distante geograficamente, culturalmente e enigmático, de beleza e povo encantador de tanta simplicidade.  A começar pela forte influência do budismo, religião da grande maioria da população, Myanmar concentra uma enorme quantidade de templos e monastérios budistas. 

É a antiga Birmânia.

De Dubai, fomos para Bangkok e voamos para Mandalay pela Airasia. A cia aérea mais barata, mas nem a água é de graça .

Você precisará de visto – US$50,00 (faz e recebe pela internet em poucos dias, mas tem validade. Tire um mês antes e também já tenha reserva de hotel para preencher os dados.) e…não esqueça o certificado de vacina contra febre amarela!!!

Em Myanmar encontramos uma Ásia com menos influências ocidentais. Homens e mulheres usam longyi, roupa tradicional, saia parecida com uma canga. Calça jeans é coisa rara de se ver. Mulheres e crianças também andam nas ruas com o rosto pintado de tanaka, uma pasta branca a base de sândalo, usada para proteger do sol. Conseguem vender para os turistas afirmando ser anti-rugas. Pronto! Compramos.

Os birmaneses são profundamente religiosos. Em todo o país, há muitos, muitos monges, que são extremamente respeitados.

Como cada local tem sua peculiaridade, então vou dividir as informações das cidades visitadas em três posts.

Na primeira cidade, Mandalay, começamos o dia visitando um monastério.

Praticamente todos os homens passam um período num monastério que pode ser uma semana, alguns anos ou a vida toda.

 

O ideal são três anos. Segundo a tradição, quem tem filho homem deve mandá-lo ainda pequeno para o mosteiro. As crianças aprendem as primeiras lições sobre budismo e sobre a vida dos monges. Meninas também podem ir para o monastério, mas é menos frequente.

Lá nos sentimos seguros e em paz.

Os birmaneses comem o dia inteiro (amei!). Em todos os lugares você encontra barraquinhas de comida e um grupo deles sentados fazendo uma boquinha. Devido a característica bem rural, a base da comida leva muito arroz e legumes.

Mas não espere muita conversa com os locais, pois o inglês é sofrível e eles se abriram ao turismo há dez anos aproximadamente. As crianças, principalmente, tem muita curiosidade nos turistas. Adoram tirar fotos com os visitantes.

Hospedamo-nos num hotel que custou US$63,00 para duas pessoas por 2 noites. ( Hotel 8- esse é o nome).

Fechamos um dia de passeio de van por 18U$ e passamos o dia visitando templos.

O passeio termina em Amarapura que é hoje um distrito de Mandalay. Abriga a maior ponte de madeira do mundo, a U Bein Bridge, por onde milhares de birmaneses passam todos os dias. É um lugar especial para assistir ao pôr do sol.

Nos outros dias, visitamos outros locais interessantes tais como o Kuthodaw Pagoda, o maior livro do mundo. Ensinamentos budistas foram entalhados em 729 lajes de mármore de 1,52m de altura e 1 de largura nas duas faces. Cada laje é uma página do livro.

A Colina de Mandalay se destaca no horizonte plano e é dela que a cidade herdou seu nome. De praticamente qualquer lugar, podemos avistá-la coberta de vegetação entremeada por pagodas e mosteiros. Local de peregrinação budista, lá em cima fica a Sutaungpyei Pagoda, um complexo de estupas, templo e altares em mosaicos coloridos e espelhados.

Este é o melhor ponto para apreciar a vista panorâmica 360º da cidade e lota durante o pôr do sol. Preferimos ir bem cedo e quase não tinha ninguém lá.

Trânsito birmanês

Como ex-colônia britânica, o país seguia a mão inglesa nas ruas e os carros eram todos feitos para serem dirigidos assim. Mas, durante a década de 70, o governo resolveu mudar isso. Deu para visualizar a confusão, né?

Para atravessar as ruas eu costumava falar pra turma: segura na mão do Buda e vai!

Tem carros dos dois jeitos e não há ordem nenhuma nas ruas. Andamos de táxi. A quantidade de gente pendurada nos ônibus assustou.

Três dias corridos em Mandalay foram suficientes.

Próxima parada: Bagan. Aguardem o próximo post! 😉

 

 

 

 

 

 

Muito prazer, sou Ana Lúcia Portella.

 

Sempre gostei de viajar. Mais ainda se for para lugares remotos e de costumes diferentes do meu país. Minhas viagens começam muito antes da data de embarque… Sempre preciso saber do destino antes de partir. Sou assim.

 

Nos lugares que visito procuro ver além do que os guias me contam, busco ao olhar nos olhos e nas expressões dos locais o que pensam e o que sentem. Adoro interagir e fazer perguntas sobre a estrutura, a educação, saúde, trabalho e outros temas locais, mas nem sempre consigo as respostas que desejo. Tudo bem, só um pouco de frustração.

Para esse ano de 2017, escolhi o Sudeste Asiático.

Para um destino tão longe, necessariamente você precisa estudar e planejar tudo com muita antecedência. Isso não exclui você ter surpresas, contratempos. Daí a importância de levar a flexibilidade na mala como fala o texto Adaptabilidade é essencial!

Parti do Brasil dia 21/1, mas o planejamento começou 4 meses antes. Revistas, guias, sites, blogs foram essenciais. Roteiro escolhido, fui encaixando os voos. Não sei se foi a melhor estratégia, mas foi assim que foi feito.

Pôr do Sol – Dubai

Escolhido os passeios, foi a vez dos hotéis e sempre que puder fique próximo das atrações, pois facilita o transporte e você aproveita melhor o tempo. Mas se não for compatível com seu bolso, adapte-se e não perca o humor por isso!

Mandalay

Organizar uma viagem de 30 dias por vários países dá um trabalho danado. Se você detesta isso ou não tem tempo, opte por uma excursão ou peça ajuda a um Consultor de Viagem.

Aqui no Cenários de Viagem, vou compartilhar um pouco do que foi esta minha aventura e do que senti e percebi visitando Dubai, Myanmar (Mandalay, Bagan, Yangon), Laos, Camboja, Singapura, Bali e Tailândia (Phuket e Bangkok).

Espero que viagem comigo!